A alta na inflação, o aumento dos preços dos produtos essenciais e a renda familiar foram alguns dos fatores que influenciaram na queda do indicador

A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), referente ao mês de março, apontou redução de um ponto, em relação ao mês anterior. Em fevereiro, o indicador registrou 69,9 pontos, já em março o valor reduziu para 68,9 pontos. Essa redução, mesmo que pequena, mostra cautela no comportamento do consumidor, que acaba preservando os gastos devido às incertezas econômicas atuais. O ICF é realizado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o analista de pesquisa da Federação, Devid Lima, são diversos os fatores que impactam no índice de Intenção de Consumo das Famílias. “O cenário econômico atual, unido ao mercado de trabalho, o cenário geopolítico e o ano eleitoral são alguns dos principais motivos que influenciam na redução do índice, em que se mantém no nível de insatisfação. Com isso, as famílias estão mais prudentes na hora de assumir compromissos financeiros, uma vez que a perspectiva econômica dos próximos meses ainda é incerta”, afirma.

O estudo apurou ainda que os subitens “Perspectiva Profissional” registrou 84,1 p.p., diferença de 9,1 p. p. em relação a março de 2021, em que o índice alcançou 93,1 p. p.. Já o “Perspectiva de Consumo” se manteve (74,1 p. p.), praticamente igual ao registrado em março do ano passado, (74,0 p. p.), período em que a crise sanitária estava mais agravada.

“Apesar do abrandamento da pandemia, com a conjuntura econômica e política atual, se cria mais incertezas no cenário do mercado de trabalho e faz com que o consumidor adote uma postura mais conservadora em relação aos gastos. No entanto, por não haver redução da perspectiva de consumo, entende-se que ainda existe uma intenção por parte do consumidor em adquirir serviços, como frequentar bares, restaurantes e lazer em geral nesse período em que as restrições e a pandemia se encontram reduzidas/amenizadas”, explica o analista de pesquisa da Fecomércio MG.

O ICF é um indicador capaz de avaliar como os consumidores se comportam em relação aos aspectos relacionados à condição de vida de sua família, sua capacidade e consumo atuais de curto prazo, nível de renda doméstico e segurança no emprego. Para elaborar a pesquisa de março foram entrevistados mil consumidores residentes em Belo Horizonte nos últimos dez dias de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

Confira, na íntegra, o relatório da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – Março/2022

Fonte: fecomerciomg