Cidade de Mateus Leme

Seu nome é o de um grande bandeirante paulista, Mateus Leme, que fundou em Minas Gerais o arraial de Itatiaiaçu. Seria o mesmo que, como capitão-mor, passará depois para a Bahia onde de 1715 a 1717 combateu índios bravos.
DATA DA FUNDAÇÃO: Princípio do século XVIII
DATA DA EMANCIPAÇAO: 17 de dezembro 1938
INFORME HISTÓRICO: A denominação primitiva do município, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o iniciador do povoamento local ao instalar-se próximo a uma serra que tornou o nome, presumivelmente nos primeiros anos do século XVIII.

Já em 1710, uma carta Sesmaria refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota; outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao arraial.
Segundo o estudioso Teophilo de Almeida, encontram-se no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciados um trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso podemos deduzir que a mineração ali apresentava-se muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastantes onerosas.
Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Em 1822, o arraial contava com 2.358 “almas”, segundo visita pastoral realizada neste ano.
Presume-se que a população , com a decadência da exploração aurífera, tenha voltada para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária.

O território Quiterense, hoje Esmeraldas, foi elevado a município em 1901 após uma reforma administrativa. Capela Nova de Betim passou a integrar esse município.

Em 1910, chega à cidade a Estrada de Ferro Oeste de Minas. As inúmeras estações e paradas da estrada de ferro configuram algumas ocupações no seu entorno. A construção da estrada de ferro, rumo ao oeste e ao sul, auxilia na fixação de espíritos empreendedores, que acreditam na vinculação da economia municipal à metrópole prometida.

Em 1938, Betim foi elevado a município, através do Decreto do Governador Benedicto Valladares Ribeiro, de 17 de dezembro.

Em 1941, o governo do Estado cria, no então município de Betim, o Parque Industrial, reconhecendo, de certa forma , o potencial da região e ao mesmo tempo despertando as elites econômicas locais para a instalação de novas indústrias na sede.

Já em1948, os municípios de Contagem e Ibirité são desmembrados do território de Betim. Até essa década, a economia da cidade baseava-se na atividade agropecuária, cuja produção era escoada através da rede ferroviária.

No final dos anos 40, foram implantadas as primeiras indústrias de porte significativo, como a Cerâmica Brasiléia , em 1942, a Cerâmica Ikera, em 1945, e finalmente, a Cerâmica Minas Gerais, em 1947 , além de algumas siderúrgicas de ferro-gusa. Inicia-se o fenômeno de industrialização do município, que prossegue durante a década de 50 com a inauguração da rodovia Fernão Dias.

Em 1958, é asfaltada a Fernão Dias, o que reforça os loteamentos ao longo do novo eixo de expansão industrial da Região Metropolitana.

Na segunda metade da década de 60, surge o primeiro grande empreendimento industrial no município, a Refinaria Gabriel Passos, implantada em 1968 e responsável pelo desenvolvimento de muitas atividades complementares, como o comércio atacadista de combustíveis.

Com o planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficam reforçadas as potencialidades de localização industrial e de desenvolvimento urbano em Betim. Ocorre a ocupação de grandes espaços do município pela indústria, com a criação do Distrito Industrial Paulo Camilo, na segunda metade da década de 70, e com a implantação da Fiat Automóveis S/A, em 1976 , e suas indústrias-satélites, resultando na formação do segundo pólo industrial automobilístico do país.

No início dos anos 80, a população cresce vertiginosamente chegando a 82.601 habitantes. Betim foi considerada uma das cidades que mais cresceu em todo o País. Mas a crise econômica promove uma desaceleração do processo de crescimento.

A partir da década de 90 há uma retomada no crescimento de Betim, que passa a atrair novas indústrias em decorrência da saturação de áreas industriais em outras regiões e da necessidade de adequação do parque industrial aos padrões de concorrência impostos pelo mercado externo, tal como programas de qualidade total e processos de terceirização.